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Versão brasileira de 'Gaiola das Loucas' será encenada por Miguel Falabella e Diogo Vilela

Postado por Grupo União


Segundo a colunista Patrícia Kogut, do jornal 'O Globo', o ator Diogo Vilela agora é dono dos direitos da peça 'Gaiola das Loucas', escrita em 1973 pelo francês Jean Poiret e que já teve duas versões no cinema.

O ator Miguel Falabella, que já contracena com Diogo no seriado global 'Toma lá, dá cá' fará parte do elenco do musical.

Nas duas vezes em que foi encenada na Broadway (1983 e 2004), 'Gaiola das Loucas' recebeu oito premiações. No cinema, em sua segunda filmagem (1996), foi estrelada pro Robin Willians, Nathan Lane e Gene Hackman. No filme, Willians vive o dono da boate Miami Beach, que mora com uma drag interpretada por Lane. A vida do casal muda quando o filho de Willians diz que vai se casar e a família da noiva decide conhecer seus pais.

Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo.

Postado por Grupo União

Um bom e agitado ano está chegando ao fim.

Reuniões, Debates, Seminarios, Eventos. Muita coisa aconteceu.

Para o Grupo União, 2008 foi um ano de amadurecimento, em todos os sentidos.

Podemos dizer que amamos o que fazemos e as pessoas que conosco acredita que este trabalho realmente faz diferença esperamos de 2009 um ano cheio de oportunidades e novidades que vão mudar a cara da nossa humilde cidade.

Quero agradecer muito à todos aqueles que acreditaram e se juntaram ao Grupo União em favor da diversidade desde o começo e que estreitaram ainda mais seus laços nos trabalhos realizados durante todo esse ano.

Agradecemos à Uniube, Curso de comunicação Social, Professora Mirna Tonus, DCE (Diretório Central dos Estudantes Gildo Macedo de Lacerda), JD25 Juventude Democratas, UNE (União Nacional dos Estudantes), UEE MG (União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais), SR - Mulher (Centro de Referência de Direitos Humanos e de Combate à Homofobia), Boate @nymus e aos demais amigos e estudantes que juntos acreditamos que o mundo só será melhor sem Homofobia.

Força para o próximo ano e Juntos sempre.


GRUPO UNIÃO
VIVA A DIVERSIDADE

Filhos de mães lésbicas crescem felizes e saudáveis

Postado por Grupo União


Estudo divulgado nos EUA mostra que é a discriminação e não a orientação sexual que prejudica as crianças.


Mães lésbicas têm filhos felizes e saudáveis, revela estudo feito ao longo dos últimos 22 anos que foi divulgado nesta segunda-feira (22) nos Estados Unidos.

O estudo, o mais importante já realizado com mães lésbicas no país, mostra que é a discriminação e não a orientação sexual que prejudica as crianças. Para realizar o estudo, publicado no American Journal of Orthopsychiatry e Journal of Lesbian Studies, os pesquisadores entrevistaram crianças com 10 anos de idade e que foram concebidas por inseminação artificial.

De acordo com o estudo, os efeitos adversos da discriminação foram significativamente reduzidos quando as mães, escolas e comunidades incentivaram o respeito à diversidade. “Os dados deste estudo concluem que as crianças que cresceram em famílias formadas por duas mães são saudáveis, felizes e ativas”, disse a Dra. Nanette Gartrell, uma das responsáveis pelo estudo. “Essas mães criaram um ambiente de amor e seguro onde seus filhos puderam crescer e prosperar. Até mesmo os efeitos negativos da homofobia foram reduzidos quando as mães agiram ativamente em sua comunidade e quando as crianças estudaram em escolas onde a diversidade era incentivada”, acrescentou a pesquisadora.

A questão das famílias formadas por mães homossexuais esteve em discussão na Grã-Bretanha este ano, quando o Parlamento do país revisou a lei de Fertilidade Humana e Embriologia, que agora permite que ambos os membros de um casal do mesmo sexo sejam reconhecidos como pais legais de uma criança nascida através da reprodução assistida.

ONU: 60 países rejeitam declaração contra discriminação de gays

Postado por Grupo União


A ONU ficou dividida hoje durante assembléia sobre uma declaração - apresentada por França e Holanda - que pedia o fim da punição contra gays. Enquanto 66 países, inclusive o Brasil, apoiaram a medida, outros 60 países se negaram a assinar o documento.

Entre as nações que rejeitaram a declaração estão, além dos Estados Unidos, vários países árabes e africanos. De acordo com representantes destes países, a leis sobre homossexualidade "devem ser deixadas a cargo de cada país". A assinatura do documento não era obrigatória.

A homossexualidade ainda é considerada crime em 80 países. Na Arábia Saudita, a relação sexual entre pessoas do mesmo sexo recebe pena de morte.

O ex-gay... e o ex-hétero?

Postado por Grupo União


Na edição do último domingo do jornal O Estado de São Paulo, mais especificamente no caderno destinado a televisão, a matéria de capa era sobre a conversão de Orlandinho (Iran Malfitano), personagem até então gay da novela "A Favorita", que agora se descobriu HT - não quer ser mais delicado, como se todo gay o fosse - e se é, qual o problema?

No episódio de segunda-feira, Orlandinho chega todo surtado, liga a TV, quer assistir corrida de carro e pede a sua esposa, Céu (Déborah Secco), que faça arroz, feijão e ovo frito! Além de deixar o personagem ainda mais caricato, como se todo homem hétero fosse um troglodita, ele cai em mais um estereótipo barato. O autor segue no senso comum e destila preconceitos na fala do seu personagem, que diz à sua mulher que não suporta esse mundinho gay (qual?), de ter que arrumar o cabelo, usar roupa de moda e ir a desfiles. Mon Dieu!

Ao mesmo tempo em que a novela dá um show com as personagens Stela e Catarina, retrocede cem anos com Orlandinho. Na fala citada acima o moço se queixa desse "mundo gay", ou seja, com se todas as beeshas fossem afetadas, tivesse cabelon, gostassem de moda. É igual a lenda de que todo gay gosta de Madonna, o substantivo já diz, é lenda. O teledramaturgo João Emanuel Carneiro presta um desserviço, porém traz à tona uma questão que, para além da novela sempre esta a permear o mundo gay, seja individualmente ou nas conversas coletivas.

Na verdade, o que vivemos é - sempre ela - a heteronormatividade. Nascemos numa sociedade, a brasileira, altamente machista e intolerante. Desde criança, tanto homens quanto mulheres, somos trabalhados a ser machos e fêmeas e constituir família. E os gays com isso? Por estarmos na contramão dessa história de se apaixonar por alguém do sexo distinto do meu, surge com uma solução para uma série de problemas - aqui não falo de paixões esporádicas -, se eu abandonar esta vida gay não terei mais que seguir a contracorrente, pois esta é mais cansativa.

Orlandinho representa isso, também reforça o preconceito que há contra homens gays afeminados e estes sofrem tanto entre iguais quanto entre héteros. O personagem nada mais faz do que reforçar uma homofobia social e a ojeriza por gays não masculinizados, se é que existe padrão para isso, senso comum do mais baixo. Isso me remete a tal da homofobia internalizada que tanto Klecius Borges aborda e que muitos dos gays vivem. Tenho vários amigos héteros, porém nunca escutei deles qualquer história de virar gay. Agora, entre amigos gays, isso é comum, tal idéia reforça a questão da naturalidade - homofobia internalizada - e quando acontece é recebido com aplausos pela sociedade, é claro. "Olha, ta vendo, tem salvação". Armário hétero?

Deixo, portanto, o seguinte questionamento: os gays sempre estão sujeitos a se tornarem ex-gay, e os héteros estão sujeitos a se tornarem ex-HTs?

Maria Berenice Dias inaugura escritório de advocacia LGBT

Postado por Grupo União


A ex-desembargadora Maria Berenice Dias se despontou nos anos 90 por ser uma das vozes dentro do judiciário mais favorável aos direitos LGBT, porém, ela acaba de se aposentar. No início, todos pensaram ter perdido uma grande aliada mas, eis que durante apresentação na I Conferência Nacional LGBT ela anunciava que iria abrir um escritório especializado nos direitos homoafetivos, como ela gosta de chamar.

Foram 35 anos dedicados a magistratura e a partir de agora ela coloca a sua sensibilidade e ousadia na busca de soluções e meios para encontrar justiça e a igualdade à diferença. Com sua equipe, que já a acompanha há anos, construiu um consórcio e assim o Brasil ganha o primeiro escritório especializado em direito homoafetivo.

Maria Berenice Dias Advogados irá trabalhar com as áreas do direito a família e também prestará assessoria jurídica. "Ver a família como um conceito plural e a homoafetividade com uma realidade digna de tutela são alguns compromissos que continuam a pautar a minha vida", disse Maria Berenice.

Serviço:
Rua Comendador Caminha, 312, conj. 401/402
Porto Alegre - RS
CEP: 90430-030
Telefone: 51- 3019 0080
www.mbdias.com.br

Justiça concede a transexual não operada o direito de trocar de nome

Postado por Grupo União


Em decisão inédita no estado de São Paulo, o juiz Paulo Sérgio Rodrigues, da 4ª Vara de São José do Rio Preto, autorizou uma transexual de 44 anos que, ainda não fez a cirurgia de readequação sexual, a mudar de nome. Em seu RG, o nome Márcio Antônio Lodi dará lugar para Audrey Vitória Lodi.

Para o pedido de alteração no registro civil, o advogado Rogério Vinícius dos Santos se baseou num artigo do Código Civil que atenta para a necessidade da alteração do nome de uma pessoa se este causar danos morais e materiais. "Ele é visivelmente uma mulher, mas tinha um nome masculino. Isso é extremamente vexatório", declarou o advogado ao G1.

A transexual declarou dificuldades para arranjar emprego devido a foto de seu RG, onde há um homem barbado e embaixo o nome Márcio Antônio Lodi. “Quando eu chego aos lugares e mostro meus documentos, ninguém quer contratar. Eu explico que sou transexual, mas tem gente que não acredita”, explica.

Com a alteração no registro civil, Audrey - que está há dez anos na fila por sua cirurgia de readequação sexual - poderá conseguir um emprego e pretende ajuntar dinheiro para fazer sua cirurgia numa clínica particular. “Com um emprego, se não conseguir juntar (o dinheiro), posso fazer um financiamento. Quero passar meus 45 anos me sentindo inteira”, finaliza.